Justiça Federal torna réu criador de conteúdo por racismo contra mulheres ciganas na Paraíba

A Justiça Federal na Paraíba tornou réu um homem acusado de racismo contra mulheres ciganas após a divulgação de um vídeo nas redes sociais. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), responsável pela denúncia, a publicação expôs as vítimas à humilhação pública e reforçou estigmas históricos contra o povo cigano.

O g1 informou que tentou contato com o criador de conteúdo digital Walter Fernando Souto Brandão, conhecido como “Walter Paparazzo”, réu no processo, mas não obteve resposta até a última atualização da matéria.

De acordo com a denúncia do MPF, o crime teria ocorrido em 2022, quando um vídeo foi publicado em um perfil aberto de rede social. As imagens mostravam duas mulheres ciganas sendo agredidas por pessoas no Centro de João Pessoa, acompanhadas de uma legenda considerada ofensiva e discriminatória. O conteúdo da legenda não foi divulgado.

Walter Paparazzo foi candidato a vereador de João Pessoa pelo MDB nas eleições municipais de 2024.

Na avaliação do Ministério Público, a postagem “não apenas expôs as vítimas à humilhação pública, como também reforçou estigmas históricos contra o povo cigano, estimulando o preconceito e a violência simbólica e social”.

A denúncia também destaca o potencial das redes sociais para ampliar práticas discriminatórias e racistas, uma vez que conteúdos ofensivos, quando difundidos em ambientes digitais de grande alcance, extrapolam o dano individual e atingem toda a coletividade.

Paraíba Debate

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *