Três anos após o 8 de janeiro, quase 500 investigados ainda podem ser presos

Levantamento aponta 101 pessoas presas, 36 em domiciliar e mais de 230 com mandados em aberto; número pode crescer com novas condenações

Três anos após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ao menos 101 pessoas seguem presas em penitenciárias do país, outras 36 cumprem prisão domiciliar e mais de 230 têm mandados de prisão em aberto, podendo ser detidas a qualquer momento pela Polícia Federal (PF).

Os dados são de uma pesquisa independente coordenada pela analista de inteligência de dados Pérola Tuon, em parceria com o site Bureau de Comunicação, especializado na cobertura dos desdobramentos do 8 de janeiro. Entre os presos estão ao menos 20 idosos, cinco mães de crianças menores de idade e duas pessoas com doenças raras.

Segundo Pérola Tuon, apesar do rigor na coleta, os números não são exatos, devido à dificuldade de acesso a processos que tramitam sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, a jornalista Ana Cemin, responsável pelo site dedicado ao tema, informa que outras 253 pessoas foram julgadas no final de 2025 e devem ter prisões decretadas nos próximos meses. As penas aplicadas giram em torno de 14 anos de prisão, com poucas exceções. Com essas novas condenações, o número de envolvidos com ordens de prisão em aberto pode se aproximar de 500.

Quantas pessoas já foram presas pelo 8 de janeiro?

De acordo com informações do STF, 1.345 pessoas foram presas nos dias 8 e 9 de janeiro de 2023. No entanto, a pesquisa coordenada por Pérola Tuon aponta que o total pode ser maior: ao menos 1.404 pessoas foram encaminhadas ao Complexo Penitenciário da Papuda ou à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia.

André Borges / EFE

Política Paraíba

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