Banco central decreta liquidação extrajudicial do Will Bank após colapso financeiro

 

O Banco Central anunciou, no dia 21 de janeiro, o encerramento das atividades do Will Bank, banco digital vinculado ao grupo Master, que já havia sido fechado em 18 de novembro. Segundo a autoridade monetária, a decisão foi tomada após a constatação de que a situação financeira da instituição não apresentava mais viabilidade.

Com a medida, o Will Bank deixou de operar sob o regime especial que estava em vigor desde novembro, período em que o Banco Central acompanhava de perto a situação da instituição.

Criado a partir da fintech “Pag!”, fundada em 2016 na cidade de Vitória (ES), o Will Bank passou por um processo de expansão e reposicionamento no mercado. Inicialmente focado na oferta de cartão de crédito, o banco digital ampliou gradualmente seu portfólio de serviços financeiros, incluindo produtos como Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

A instituição tinha como público principal clientes das classes C e D e chegou a ultrapassar a marca de nove milhões de usuários. De acordo com dados divulgados pelo próprio banco, aproximadamente R$ 7,5 bilhões circularam por suas operações ao longo de sua atuação no mercado.

O Will Bank contava com cerca de 1,1 mil funcionários, conhecidos internamente como “willers”. A sede da instituição ficava no bairro de Pinheiros, em São Paulo, onde funcionava também um espaço destinado aos colaboradores, inaugurado no fim de 2022.

O diretor-presidente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), Daniel Lima, afirmou que, caso os ativos do grupo Master sejam liquidados sob administração temporária, poderá haver um volume adicional estimado entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões destinados ao ressarcimento por meio do fundo garantidor.

Na véspera do encerramento oficial, a Mastercard anunciou a suspensão das operações com os cartões de crédito e débito do Will Bank. A empresa alegou o descumprimento de normas da bandeira, o que resultou na interrupção imediata dos serviços.

O fechamento do banco Master ocorreu em novembro, pouco depois da prisão de seu proprietário, Daniel Vorcaro. Ele foi detido ao tentar embarcar para Dubai, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.

Paraíba Debate

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