Alerta após o Carnaval: infectologista prevê possível explosão de casos de Mpox no Brasil

Dados do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (Cnie) apontam que o Brasil soma 45 casos confirmados de Mpox. O infectologista Fernando Chagas alertou para o risco de aumento no número de registros, com possível relação com o período do Carnaval.

Segundo o especialista, o intervalo entre a exposição ao vírus e o surgimento dos primeiros sintomas — período de incubação — varia, em geral, de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Chagas destacou que o Carnaval é um momento de maior interação social. “É preciso lembrar que no Carnaval as pessoas se conectam mais. Muitas vezes há também consumo excessivo de álcool, o que pode comprometer a imunidade. Esse conjunto de fatores torna o período mais propenso a riscos. De fato, podemos presenciar um aumento expressivo de casos”, avaliou.

Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para realizar exame laboratorial, única forma de confirmação da doença. O diagnóstico diferencial deve considerar enfermidades como varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas de pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancroide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reações alérgicas e outras causas de erupções cutâneas papulares ou vesiculares.

O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, à prevenção e ao manejo de possíveis complicações, com o objetivo de evitar sequelas. A maior parte dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados. Até o momento, não há medicamento específico aprovado para o tratamento da Mpox.

Paraíba Debate

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