Uma mulher é suspeita de matar o marido com um golpe de faca após uma discussão dentro de casa, no bairro Araxá, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. O caso foi registrado no sábado (13) e está sob investigação da Polícia Civil. A mulher afirmou ter agido em legítima defesa. Segundo o relato da suspeita, o marido, identificado como Rafael dos Santos Nascimento, de 23 anos, havia saído de casa para participar de uma confraternização. Ainda durante a noite, o casal teria iniciado uma discussão por telefone, ocasião em que a mulher teria dito que colocaria fim ao relacionamento caso ele retornasse tarde. Ao chegar em casa, a discussão se intensificou. A mulher alegou que foi ameaçada e que o companheiro tentou agredi-la fisicamente. Diante da situação, ela teria pegado uma faca e desferido um golpe contra o marido. A suspeita também informou à polícia que o relacionamento era marcado por conflitos constantes, consumo frequente de bebida alcoólica por parte da vítima e dificuldades dele em aceitar o término do casamento. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do crime para esclarecer os fatos. Paraíba Debate
Suspeita de chefiar núcleo do Comando Vermelho é presa na Paraíba
Ariadna Thalia, conhecida como “Arroto de Urubu”, foi presa no município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. Ela é apontada pelas investigações como chefe do núcleo de lavagem de dinheiro da facção criminosa Comando Vermelho na Paraíba. De acordo com a Polícia Militar, a prisão ocorreu durante diligências para localizar um dos suspeitos de envolvimento em um tiroteio registrado na cidade portuária. Já a Polícia Civil informou que Ariadna possuía um mandado de prisão em aberto expedido no âmbito da Operação Asfixia, deflagrada no fim de setembro. A ação resultou no cumprimento de 26 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 125 milhões. Paraíba Debate
Adolescente que recebeu o primeiro transplante cardíaco da Paraíba recebe alta
O adolescente João Pedro Pereira, de 14 anos, recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (12) após se tornar o primeiro paciente a passar por um transplante cardíaco pediátrico na história da Paraíba. O procedimento foi realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no dia 21 de novembro. A saída do jovem do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em João Pessoa, foi marcada por aplausos e emoção da equipe que acompanhou todo o tratamento. João Pedro é morador de Santana dos Garrotes, no Sertão paraibano, e convivia com uma displasia arritmogênica do ventrículo direito, uma doença genética que pode causar arritmias graves e insuficiência cardíaca. Segundo a cardiologista Roberta Barreto, o adolescente já havia implantado um cardiodesfibrilador no ano passado, mas a evolução do quadro tornou o transplante necessário. A coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos, Patrícia Monteiro, destacou a força e a determinação do paciente durante todo o processo de recuperação. Por se tratar de um caso urgente, João Pedro foi transferido para a capital em aeronave do Corpo de Bombeiros, com apoio do Grupo de Resgate Aeromédico da Paraíba (Grame). O coração foi captado no Hospital de Trauma de Campina Grande e transportado pelo Grupamento Tático Aéreo (GTA) da Polícia Militar, em uma operação inédita de integração entre as secretarias estaduais de Saúde e Segurança. O doador, um jovem de 30 anos, também possibilitou a doação de rins, fígado e córneas, beneficiando pacientes na Paraíba, Pernambuco e Bahia. Foto: Reprodução Política Paraíba
MPT denuncia influenciador Hytalo Santos e o marido por trabalho análogo à escravidão
O Ministério Público do Trabalho (MPT) denunciou, nesta sexta-feira (12), o influenciador digital Hytalo Santos e seu esposo, Israel Nata Vicente, por trabalho em condições análogas à escravidão envolvendo crianças e adolescentes que participavam de produções de vídeos para redes sociais. Segundo o MPT, a denúncia faz parte de uma fase da investigação distinta da esfera criminal, na qual Hytalo já é réu por crimes relacionados à exploração sexual de menores e aponta indícios de que o casal submeteu jovens a situações degradantes e coercitivas de trabalho. Como funcionava o esquema, segundo o MPT O órgão apontou que Hytalo e Israel criaram um arranjo em que adolescentes eram aliciados, muitas vezes com promessas de fama ou benefícios, e levados a morar com o casal, rompendo vínculos familiares e sociais. Também foram identificadas práticas como: Confinamento e isolamento familiar; Controle de comunicação e privação de liberdade; Rotina de trabalho exaustiva sem remuneração; Coação psicológica; Exposição sexualizada nas redes sociais; Monetização da imagem dos menores; Interferência na identidade de gênero e orientação sexual dos adolescentes. O MPT afirmou que mesmo quando os pais ou responsáveis haviam consentido com a participação dos menores nas produções, o “consentimento é irrelevante”, pois adolescentes não têm condições legais de reconhecer a violência sofrida e os responsáveis foram influenciados pelos benefícios materiais oferecidos pelo casal. Pedidos feitos à Justiça Na ação civil pública, o MPT requereu que a Justiça determine: Pagamento de R$ 12 milhões por dano moral coletivo; Indenizações individuais às vítimas, que variam de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões, depositadas em poupança até que completem 18 anos. Além disso, foram bloqueados pela Justiça bens, veículos, empresas e outros ativos dos denunciados que podem chegar a, aproximadamente, R$ 20 milhões. Responsabilidade dos responsáveis e medidas de proteção O MPT também destacou a responsabilidade dos pais e mães das vítimas, que teriam aceitado que seus filhos fossem morar longe e sujeitados às práticas do influenciador mediante benefícios materiais. Embora o órgão tenha decidido não imputar responsabilidade patrimonial aos familiares na ação trabalhista, ele deixou claro que os atos podem ser considerados na esfera criminal. O Ministério Público pediu, ainda, que sejam impostas limitações para que menores não participem de conteúdos com conotação sexual e não sejam submetidos a formas degradantes de trabalho. Caso descumpram essas determinações, os responsáveis podem pagar multa. Assistência às vítimas Por fim, a Justiça do Trabalho expediu ofícios para que órgãos de proteção garantam assistência psicológica, médica e social imediata às crianças e adolescentes envolvidas no caso. O Ministério Público do Trabalho (MPT) denunciou, nesta sexta-feira (12), o influenciador digital Hytalo Santos e seu esposo, Israel Nata Vicente, por trabalho em condições análogas à escravidão envolvendo crianças e adolescentes que participavam de produções de vídeos para redes sociais. Segundo o MPT, a denúncia faz parte de uma fase da investigação distinta da esfera criminal — na qual Hytalo já é réu por crimes relacionados à exploração sexual de menores — e aponta indícios de que o casal submeteu jovens a situações degradantes e coercitivas de trabalho. Como funcionava o esquema, segundo o MPT O órgão apontou que Hytalo e Israel criaram um arranjo em que adolescentes eram aliciados, muitas vezes com promessas de fama ou benefícios, e levados a morar com o casal, rompendo vínculos familiares e sociais. Também foram identificadas práticas como: Confinamento e isolamento familiar; Controle de comunicação e privação de liberdade; Rotina de trabalho exaustiva sem remuneração; Coação psicológica; Exposição sexualizada nas redes sociais; Monetização da imagem dos menores; Interferência na identidade de gênero e orientação sexual dos adolescentes. O MPT afirmou que mesmo quando os pais ou responsáveis haviam consentido com a participação dos menores nas produções, o “consentimento é irrelevante”, pois adolescentes não têm condições legais de reconhecer a violência sofrida e os responsáveis foram influenciados pelos benefícios materiais oferecidos pelo casal. Pedidos feitos à Justiça Na ação civil pública, o MPT requereu que a Justiça determine: Pagamento de R$ 12 milhões por dano moral coletivo; Indenizações individuais às vítimas, que variam de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões, depositadas em poupança até que completem 18 anos. Além disso, foram bloqueados pela Justiça bens, veículos, empresas e outros ativos dos denunciados que podem chegar a, aproximadamente, R$ 20 milhões. Responsabilidade dos responsáveis e medidas de proteção O MPT também destacou a responsabilidade dos pais e mães das vítimas, que teriam aceitado que seus filhos fossem morar longe e sujeitados às práticas do influenciador mediante benefícios materiais. Embora o órgão tenha decidido não imputar responsabilidade patrimonial aos familiares na ação trabalhista, ele deixou claro que os atos podem ser considerados na esfera criminal. O Ministério Público pediu, ainda, que sejam impostas limitações para que menores não participem de conteúdos com conotação sexual e não sejam submetidos a formas degradantes de trabalho. Caso descumpram essas determinações, os responsáveis podem pagar multa. Assistência às vítimas Por fim, a Justiça do Trabalho expediu ofícios para que órgãos de proteção garantam assistência psicológica, médica e social imediata às crianças e adolescentes envolvidas no caso. Política Paraíba
Gilmar Mendes solicita informações ao TRE-PB e ao STJ sobre casos envolvendo Ricardo Coutinho
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (11) que o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) forneçam, em até 15 dias, informações detalhadas sobre o andamento dos processos relacionados ao ex-governador Ricardo Coutinho (PT), no âmbito da Operação Calvário. A decisão atende a um pedido da defesa do petista, que busca trancar as ações penais em que ele é réu. Os advogados argumentam que a denúncia recebida pela Justiça Eleitoral se apoia apenas em delações premiadas e em elementos produzidos unilateralmente por colaboradores, sem provas externas independentes, o que, segundo eles, contraria entendimentos firmados pelo STF em outras investigações. No despacho, Gilmar Mendes solicitou que o TRE-PB e o STJ esclareçam quais provas embasaram o recebimento da denúncia e os passos processuais adotados até o momento. Após a resposta dos tribunais, o processo será encaminhado para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), também no prazo de 15 dias. O que é a Operação Calvário A Operação Calvário, deflagrada em 2018 pelo Ministério Público da Paraíba com apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), investiga um esquema de desvio de recursos públicos nas áreas de saúde e educação por meio da contratação de Organizações Sociais (OSs). Segundo o MPPB, os valores desviados ultrapassam R$ 134 milhões, parte dos quais teria sido utilizada para financiar campanhas eleitorais por meio de caixa 2. Além de Coutinho, figuram como réus na Calvário outras lideranças políticas e ex-secretários, incluindo Estela Bezerra, Cida Ramos, Waldson de Souza, Gilberto Carneiro, Cláudia Veras, Márcia Lucena e Ney Suassuna, atual suplente de senador. O caso começou no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), foi remetido ao TRE-PB e, em julho, enviado ao STJ depois que o tribunal eleitoral declinou da competência para julgar. Política Paraíba
Cícero Lucena nomeia suplente do PP para cargo na prefeitura
O prefeito Cícero Lucena (MDB) nomeou o suplente de vereador Mangueira (PP) como assessor especial da Secretaria de Gestão Governamental, em mais um movimento para acomodar aliados do Progressistas após o racha com o partido. A decisão acirra a divisão interna da sigla, que se divide entre o grupo ligado a Aguinaldo Ribeiro, defensor da pré-candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba, e a ala que acompanha Cícero em sua migração para o MDB. Na Câmara Municipal, nomes como Corujinha, Damásio e suplentes como Mô Lima permanecem ao lado do prefeito, enquanto Guga Pet já se posicionou com Aguinaldo. Eliza Virgínia e Tarcísio Jardim seguem indefinidos, de olho nas eleições de 2026. Política Paraíba
Murilo reforça apoio à agricultura familiar com entrega de novos equipamentos em municípios paraibanos
O deputado federal Murilo Galdino (Republicanos) reslizou a entrega nesta sexta-feira (12) em agenda recente de tratores, microtratores e carretas agrícolas a municípios paraibanos. Os equipamentos têm como objetivo ampliar a estrutura das comunidades rurais, garantir maior produtividade e incentivar quem trabalha diariamente na produção de alimentos. Dentre os benefícios, estão as seguintes cidades contempladas: Tavares, Paulista, Gado Bravo, Pitimbu, Rio Tinto, João Pessoa e Alhandra. A iniciativa representa um passo significativo para oferecer melhores condições de trabalho, modernizar processos e impulsionar o desenvolvimento das zonas rurais. Murilo Galdino ressaltou que o investimento direto no campo é fundamental para gerar oportunidades, renda e mais autonomia aos agricultores familiares. “Nosso mandato é voltado para ações práticas, capazes de transformar a vida das pessoas e fortalecer a economia nos pequenos e médios municípios. Acreditamos no desenvolvimento através da agricultora e no homem do campo, através de investimentos e valorização“. Segundo o deputado, o compromisso é seguir firme para que cada agricultor tenha condições mais dignas e eficientes de produzir e prosperar. “A entrega dos equipamentos faz parte de uma série de ações voltadas ao desenvolvimento rural e reafirma a importância do setor para o crescimento sustentável da Paraíba”. Política Paraíba
Prédio de prefeitura pega fogo na cidade de Campina Grande
Um incêndio atinge, na tarde desta quinta-feira, o antigo prédio da Prefeitura de Campina Grande, no Centro da cidade. A estrutura, que há anos permanece sem uso e em avançado estado de deterioração, mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros, que atuam no combate às chamas. O imóvel, considerado um marco histórico e já utilizado como sede administrativa do município, vinha acumulando críticas de especialistas e representantes de movimentos de preservação do patrimônio por conta da falta de manutenção, infiltrações e danos estruturais. Arquitetos, historiadores e entidades culturais cobravam, há algum tempo, a adoção de um plano de conservação ou restauração. A fumaça pode ser vista de diversos pontos da área central, e o trânsito na região está sendo desviado. Até o momento, não há informações sobre feridos, nem sobre as possíveis causas do incêndio. Paraíba Debate
Prefeitura de Campina Grande lança programação para comemoração do Dia do Forró
A Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Cultura, promove neste sábado (13), a partir das 18h, uma programação especial em homenagem ao Dia do Forró — data que celebra o aniversário de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião e uma das maiores referências culturais do Nordeste. A ação integra o calendário do Natal Iluminado 2025 e transforma o Parque Evaldo Cruz em um espaço dedicado à memória, à música e às tradições nordestinas, reforçando o forró como uma das expressões culturais mais representativas do país. O público poderá acompanhar uma noite voltada ao ritmo que marcou gerações e continua presente no cotidiano da região. A programação inclui um desfile temático com trios de forró, grupos folclóricos, quadrilha junina, artistas populares e personagens natalinos, unindo simbolismos natalinos às manifestações tradicionais. Entre os participantes estão porta-estandartes, a Junina Mistura Gostosa, os grupos Ariús e Cabroar, o Pastoril Iluminado Luz Divina, o Auto da Luz do Amor, Tia Rosita e sua Turma, a Orquestra Lira, além de Papai Noel e um grupo de patinadores. No pátio de eventos, a noite segue com apresentações de artistas que representam diferentes gerações do forró, reforçando o elo entre passado, presente e futuro do gênero. Entre as atrações estão Amazan, Ananias do Acordeon, Roninho do Acordeon, alunos de sanfona do Centro Cultural Lourdes Ramalho, Diomedes Filho, Ian Sanfoneiro, Lívia do Acordeon, Tonny Dumond, Deca dos Oito Baixos, Severo Ramos, Lúcia Lemos, Roberto Moraes, Stella Alves, Renatinha, Pepysho Neto, Baião de Cordas, Taynana Flor do Campo e Forró Pressão. Reconhecido nacionalmente pela Lei 14.064/2020, o Dia do Forró homenageia Luiz Gonzaga e destaca a importância do ritmo que embala celebrações, tradições e a identidade do povo nordestino. A iniciativa reforça o papel de Campina Grande como referência na preservação e difusão das manifestações culturais da região. Além da celebração ao forró, o fim de semana do Natal Iluminado contará com uma programação diversa. Confira: Sexta-feira (12)Parque Evaldo Cruz – A partir das 19hPátio de Eventos – Natal da EducaçãoAnfiteatro – Coral TSPI Sesc/PB; Coral Adoração; O Auto da Luz do AmorTúnel Iluminado – DJ Alysson AquinoAtração especial – Desfile Natalino com Orquestra Lira, patinadores, Trupe Natalina, Papai Noel e outros participantes. Sábado (13)Parque Evaldo Cruz – A partir das 18hPátio de Eventos – Especial Dia do ForróAnfiteatro – O Encanto de Natal com Tia Rosita e sua Turma; Lar Assistencial Irmã Sebastiana; O Auto da Luz do AmorAtração especial – Desfile Natalino com Orquestra Lira, patinadores, Trupe Natalina, Papai Noel, Balé do Centro Cultural, grupos Ariús e Cabroar. Domingo (14)Parque Evaldo Cruz – A partir das 18hPátio de Eventos – Dança Silvia Cabral; Ginástica Rítmica Motiva; Escola Ballet CEPA; Espaço de Ballet Hadassa CostaAnfiteatro – Pastoril Iluminado Luz Divina; Music e Alma; Grupo Ariús; Cia Raízes; O Auto da Luz do AmorÁrvore do Obelisco – Filarmônica Epitácio PessoaTúnel Iluminado – DJ Alysson AquinoAtração especial – Desfile Natalino com Orquestra Lira, patinadores, Trupe Natalina, Papai Noel e outros personagens. Paraíba Debate
EUA revogam sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e sua esposa
O governo dos Estados Unidos retirou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. A medida revoga punições aplicadas em duas etapas: em 30 de julho, quando Moraes foi incluído na relação, e em 22 de setembro, quando Viviane e o Instituto Lex, ligado à família, também passaram a ser alvo das sanções. As autoridades norte-americanas não divulgaram os motivos da reversão. Quando foi inserido na lista, Moraes foi acusado de supostas violações de direitos humanos e abuso de autoridade. Na ocasião, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que, segundo a avaliação do governo dos EUA, o ministro teria autorizado prisões preventivas arbitrárias, restringido a liberdade de expressão e conduzido investigações com viés político. O documento ainda citava que ele atuava como “juiz e júri” em uma “caça às bruxas ilegal” contra opositores, jornalistas e plataformas de mídia social. A decisão resultou no congelamento de possíveis ativos sob jurisdição americana e no cancelamento do visto de Moraes. Em setembro, o governo dos EUA estendeu as sanções a Viviane Moraes e ao Instituto Lex e revogou vistos de outros seis brasileiros ligados ao magistrado ou ao sistema de Justiça: o advogado-geral da União, Jorge Messias; o juiz auxiliar Airton Vieira; o ex-ministro do TSE Benedito Gonçalves; o ex-AGU José Levi; o juiz auxiliar Rafael Henrique Janela Tamai Rocha; e o ex-assessor eleitoral Marco Antonio Martin Vargas. A medida provocou reação imediata do governo brasileiro, que classificou as ações como “agressão injusta” e “ingerência indevida”. O que é a Lei Magnitsky?A Lei Magnitsky autoriza os Estados Unidos a aplicar sanções unilaterais a estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos, mesmo sem condenação judicial. Entre as penalidades estão bloqueio de contas, congelamento de bens e restrições de entrada no país. A inclusão de Moraes foi considerada um caso sem precedentes nas relações entre Washington e o Judiciário brasileiro. Com a retirada dos nomes, as sanções deixam de produzir efeito. O Departamento de Estado e o Tesouro norte-americano não esclareceram se a decisão reflete uma revisão do entendimento inicial ou ajustes na política externa dos EUA. O governo brasileiro ainda não comentou a medida. Paraíba Debate