Tenente investigado por chacina no Conde deixa na última quarta-feira (12) prisão preventiva

Na última quarta-feira (12), o juiz Anderley Ferreira Marques, da Vara Única de Conde (PB), decidiu converter a prisão preventiva do tenente Alex William de Lira Oliveira, investigado pela morte de cinco jovens no município em um conjunto de medidas cautelares. 

De acordo com a determinação judicial, o motivo que justificava a custódia, o risco de fuga foi considerado superado após o acusado retornar ao país de forma voluntária.  Por isso, a prisão foi substituída por obrigações como monitoramento eletrônico, recolhimento domiciliar em determinados horários e proibição de contato com familiares das vítimas e testemunhas. 

Entre as medidas cautelares impostas estão:

  • uso de tornozeleira eletrônica;  
  • afastamento de suas funções operacionais, com atuação restrita a atividades administrativas;  
  • proibição de frequentar as imediações das residências das vítimas;  
  • recolhimento domiciliar no período noturno (das 20h às 5h) e em dias de folga;  
  • comparecimento mensal em juízo;  
  • limitação para se ausentar da comarca de João Pessoa por mais de dez dias sem autorização judicial.  

O crime em investigação remonta a fevereiro último, quando cinco jovens foram mortos em uma ação policial no município de Conde, na região da Grande João Pessoa. A operação está sendo apurada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelas polícias estaduais. 

A decisão marca uma mudança na condução processual desse caso, que segue em investigação, e representa, segundo o magistrado, uma adequação ao “princípio da isonomia”, uma vez que o fundamento que mantinha a prisão a fuga deixou de existir. 

Política Paraíba

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